Seul elogia acordo para volta de Pyongyang ao diálogo

O governo sul-coreano manifestou suasatisfação com o acordo firmado nesta terça-feira entre Coréia do Norte, EstadosUnidos e China para retomar em breve as conversas multilateraissobre o programa nuclear de Pyongyang. Segundo o Ministério de Exteriores sul-coreano, citado pelaagência Yonhap, Seul expressou seu desejo de que se retome embreve o diálogo entre as duas Coréias, China, EUA, Japão e Rússiapara o fim do incipiente arsenal de armas nucleares norte-coreano. O acordo foi o resultado da reunião entre o secretário de Estadoadjunto americano, Christopher Hill, e os vice-ministros deExteriores chinês, Wu Dawei, e norte-coreano, Kim Kye-gwan, ou seja,os máximos representantes desses três países nas conversas de seislados. Os três representantes no diálogo multilateral chegaram a umconsenso para retomar "em breve" essas conversações a seis,confirmou o Ministério de Exteriores chinês em seu site. Por sua parte, o Ministério de Exteriores sul-coreano acrescentouque este acordo entre China, EUA e Coréia do Norte permitirá"discutir as formas de aplicar a declaração conjunta adotada emsetembro de 2005 para tornar realidade a desnuclearização daPenínsula Coreana". Nessa declaração, a Coréia do Norte concorda em desmantelar seuprograma de armas nucleares em troca de assistência econômica egarantias de segurança por parte dos EUA. No entanto, Pyongyang reivindicou seu direito a ter usinasnucleares para "uso pacífico" e na rodada seguinte de conversações,em novembro do ano passado, rompeu o diálogo. Até esta terça-feira, Pyongyang afirmava que não voltaria ao diálogo de seislados se os EUA não retirassem antes as sanções impostas a váriasentidades financeiras relacionadas à cúpula da Coréia do Norte,envolvidas em lavagem e falsificação de dinheiro para adquirir armasde destruição em massa, segundo Washington. O Ministério de Exteriores sul-coreano ressaltou que Seul"concentrará seus esforços diplomáticos na solução do problemanuclear e na paz e estabilidade da Península Coreana, sob a estreitacooperação com os países participantes das conversas de seis lados". O teste nuclear do último dia 9 e o lançamento pela Coréia doNorte, em 5 de julho, de sete mísseis balísticos dispararam a tensãona Península Coreana, sobretudo depois que o Conselho de Segurançada ONU impôs a Pyongyang uma série de sanções por estes passosagressivos.

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