Shin In-seop/AP
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Seul identifica venenos que teriam sido utilizados no suposto assassinato de Kim Jong-nam

Presidente interino da Coreia do Sul pediu reforço na segurança do país diante de possíveis provocações da Coreia do Norte, após insinuações de que Pyongyang estaria envolvida na morte do irmão do líder norte-coreano

O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2017 | 11h12

SEUL - O governo da Coreia do Sul identificou nesta segunda-feira, 20, os venenos que teriam sido utilizados no suposto assassinato de Kim Jong-nam, irmão mais velho do atual líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, na Malásia, e afirmou que o regime totalitário conta com um amplo arsenal de armas químicas e biológicas.

O Ministério da Defesa sul-coreano acredita que o composto usado no aparente envenenamento de Kim Jong-nam poderia ser mamona, cianureto de potássio, neostigmina, tetrodotoxina e um agente nervoso, segundo afirmou o titular da pasta, Han Min-koo, em reunião do Conselho de Segurança Nacional realizada em Seul.

Durante sua intervenção, Han atribuiu a Pyongyang a responsabilidade pelo assassinato e afirmou que o objetivo seria "eliminar forças favoráveis a um poder alternativo no regime", assim como "uma advertência à comunidade internacional" contra tentativas de golpes de Estado, segundo veiculou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Figuras do alto escalão do Ministério da Defesa sul-coreano afirmaram no mesmo encontro que a Coreia do Norte dispõe de um arsenal de aproximadamente 40 armas biológicas e químicas.

As substâncias mencionadas pelo Ministério incluem potentes neurotoxinas de origem natural e sintética, e foram identificadas a partir de informações das quais dispõem os serviços sul-coreanos de Defesa.

Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, morreu em 13 de fevereiro quando era transferido ao hospital após ser supostamente atacado por duas mulheres no terminal de saídas internacionais do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, onde tomaria um voo de volta a Macau, na China, onde vivia em exílio voluntário.

A polícia da Malásia mantém sob custódia duas mulheres - uma vietnamita e outra indonésia - e dois homens, um malaio e um norte-coreano, e procura outros quatro cidadãos por envolvimento no caso.

Imagens captadas pelas câmeras de segurança do aeroporto e divulgadas por uma emissora de televisão japonesa mostram duas mulheres se aproximando de Kim Jong-nam. Uma delas o aborda pelas costas e cobre o seu rosto com algum objeto, minutos antes de a vítima solicitar ajuda e acabar sendo removida do recinto em uma maca.

Segurança. O presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, pediu ao governo para reforçar a segurança do país diante das possíveis "provocações" da Coreia do Norte, dada a indicação de Seul de que Pyongyang teria envolvimento na morte de Kim Jong-nam.

Hwang pediu a altos funcionários e militares em reunião do Conselho de Segurança Nacional para ficar em alerta perante a possibilidade de que o país vizinho realize atos terroristas contra funcionários do governo ou cidadãos sul-coreanos "para desviar a atenção internacional (do crime)", informou a Yonhap. / REUTERS e EFE

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