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Seul insiste que Pyongyang cumpra acordo e retome conversas com EUA

Pedido foi feito um dia após a Coreia do Norte cancelar uma reunião de alto nível com Seul e afirmar estar reconsiderando o encontro com os Estados Unidos

O Estado de S.Paulo

17 Maio 2018 | 02h40

SEUL - A Coreia do Sul pediu novamente, nesta quinta-feira, 17, que a Coreia do Norte cumpra o que foi acordado na cúpula intercoreana e retome contatos um dia após Pyongyang cancelar uma reunião de alto nível com Seul e afirmar estar reconsiderando o encontro com os Estados Unidos.

A mensagem foi emitida pelo Conselho de Segurança Nacional (NSC) de Seul, no final de sua reunião semanal, depois que o regime norte-coreano cancelou o mencionado encontro da última terça-feira, 16, que visava implementar a declaração assinada no último dia 27 de abril, por seu líder, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

Na declaração, as duas Coreias, tecnicamente ainda em guerra, se comprometeram em trabalhar para estabelecer a paz e a "desnuclearização completa" da península coreana.

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Além de insistir que a declaração deve ser "implementada sem interrupção", os integrantes do NSC, presidido pelo conselheiro nacional de Segurança, Chung Eui-yong, concordaram em "seguir falando com o Norte para realizar a reunião de alto nível o mais rápido possível", segundo explicou o órgão em comunicado.

O conselho liderado por Chung, uma das figuras mais importantes na atual aproximação com o Norte, também expressou seu apoio ao encontro Kim Jong-un e o presidente dos EUA, Donald Trump, prevista para o dia 12 de junho, em Cingapura, e cuja realização foi colocada em dúvida ontem por Pyongyang.

O NSC disse que impulsionará a coordenação entre Seul, Washington e Pyongyang "para que a futura cúpula entre a Coreia do Norte e EUA aconteça de maneira bem-sucedida em um ambiente de respeito mútuo".

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A Coreia do Norte disse que está considerando cancelar a histórica reunião, pois considera que Washington quer pressionar o país para que aceite um desarmamento nuclear total de maneira unilateral, possibilidade que Pyongyang descreveu como inaceitável. /EFE

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