Seul manifesta apoio à resolução da ONU com sanções a Pyongyang

A Coréia do Sul expressou neste domingo seu totalrespaldo à resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU que impõe sanções a Pyongyang pelo teste nuclear realizado na segunda-feira passada. "O governo (sul-coreano) apóia a resolução e tomará as medidas pertinentes na linha desse documento", indicou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da Coréia do Sul, Choo Kyu-ho, em declarações à agência de notícias "Yonhap". Segundo Choo, o governo sul-coreano pede ao regime comunista que aceite a "exigência unânime" da comunidade internacional para abandonar seu programa atômico e retornar ao Tratado deNão-Proliferação Nuclear (TNP). Neste sentido, Seul solicita firmemente a Pyongyang um retorno rápido à reunião de com Coréia do Sul, China, Rússia, Estados Unidos e Japão para "responder ao desejo da comunidadeinternacional de buscar uma saída pacífica e diplomática" a esta crise. A Coréia do Sul lembrou também que recairá sobre seu vizinho do Norte toda a responsabilidade originada por seu teste atômico, e reiterou seu princípio de "não tolerar sob nenhum aspecto" o status nuclear norte-coreano. Medida unânime A resolução unânime aprovada no Conselho de Segurança da ONU pelos 15 membros desse órgão pede que a comunidade internacional impeça a venda e a transferência de materiais relacionados com os programas de armas não convencionais da Coréiado Norte. Além disso, a resolução solicita o congelamento das contas no exterior relacionadas com os programas de armas nucleares ou balísticas norte-coreanos. Outro porta-voz sul-coreano indicou que estas medidas dificilmente colocarão um ponto final nos atuais projetos conjuntos em andamento entre as duas Coréias, mas atrapalharão a expansão denovas iniciativas. A resposta norte-coreana à resolução foi dada no sábado, logo após a aprovação do texto pelo Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, através do embaixador da Coréia do Norte no organismo, Pak Gil-yon. "A República Popular Democrática da Coréia rejeita como injustificável a resolução 1.718 e se os EUA aumentarem sua pressão isso será considerado uma declaração de guerra", disse Pak em discurso no Conselho. Segundo o diplomata, "o Conselho de Segurança perdeu totalmente sua imparcialidade e ainda persiste em aplicar dois pesos e duas medidas em seu trabalho". O Conselho de Segurança exige na resolução que a Coréia do Norte retome sem reservas ou condições prévias as conversas multilaterais sobre seu programa atômico, suspensas desde novembro de 2005 por causa de um boicote de Pyongyang. Além disso, a resolução pede que Pyongyang acate imediatamente o TNP, que abandonou no começo de 2003, poucos meses após reconhecer que estava tentando fabricar armas atômicas. Em 5 de fevereiro de 2005, a Coréia do Norte reconheceu que possuía armas nucleares, e em 3 de outubro disse que estava disposta a realizar um teste atômico, promessa que cumpriu na últimasegunda-feira.

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