Seul pede a Pyongyang que retorne ao diálogo multilateral

A primeira-ministra da Coréia do Sul, Han Myung-sook, pediu hoje à Coréia do Norte que volte aos diálogos multilaterais sobre seu programa nuclear, estagnados desde novembro passado e agora em risco de serem cancelados devido aos preparativos de Pyongyang para lançar um míssil de longo alcance. "O problema nuclear norte-coreano não só é a maior ameaça para nós, mas também é um fator determinante para abalar a paz e a estabilidade em toda a região do Nordeste da Ásia", advertiu. A primeira-ministra fez esta chamada durante sua participação em uma cerimônia, em Seul, por ocasião do 56º aniversário do início da guerra de Coréia."O Norte deveria se esforçar para dissipar os receios que surgiram na comunidade internacional devido à questão do míssil", acrescentou Han. Em 25 de junho de 1950, as forças norte-coreanas, amparadas por carros de combate soviéticos, ultrapassaram as defesas que separavam as duas partes da península e invadiram o Sul, dando início a uma guerra que envolveu a China, a URSS, os Estados Unidos e a ONU.O armistício foi alcançado em 1953, mas até hoje não foi assinado qualquer tratado de paz formal que garanta o fim das hostilidades na península. A Guerra da Coréia causou a morte de pelo menos três milhões de civis dos dois lados, embora alguns estudos calculem em 2,3 milhões as vítimas mortais entre a população sul-coreana, e em 2,9 milhões entre a norte-coreana.Também perderam a vida no conflito 53.600 soldados dos EUA, cerca de 400 mil soldados sul-coreanos e entre um milhão e um milhão e meio de efetivos norte-coreanos e chineses.A tensão cíclica que explode na zona mais militarizada do planeta vive nos últimos dias um de seus momentos mais críticos devido aos aparentes preparativos da Coréia do Norte para lançar um míssil de longo alcance, capaz de chegar ao território americano. A Coréia do Norte exige seu direito a "desenvolver, testar e inclusive exportar" mísseis, enquanto os EUA e seus aliados, entre eles o Japão, ameaçam levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU, de modo a pedir reivindicar sanções econômicas caso Pyongyang leve adiante seus testes com o míssil intercontinental.

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