Seul prepara exercício militar e causa temor na região

A Coreia do Sul se prepara hoje para realizar um exercício militar, com jatos e tanques, perto da fronteira com a Coreia do Norte. Os militares sul-coreanos preparam uma movimentação programada para ocorrer 20 quilômetros ao sul da fronteira terrestre dos países. Devem estar envolvidos 800 soldados sul-coreanos nessa atividade. Exercícios similares já ocorreram várias vezes antes, mas este acontece em meio ao temor de haver um ataque norte-coreano.

AE, Agência Estado

22 de dezembro de 2010 | 11h13

A Marinha sul-coreana começou hoje um exercício de disparos de quatro dias na costa leste, cem quilômetros ao sul da fronteira com a Coreia do Norte. Os militares disseram que iriam praticar respostas a ações de submarinos e barcos de patrulha norte-coreanos. Fuzileiros navais sul-coreanos também estavam posicionados para guardar uma árvore de Natal montada ontem, perto da fronteira. Há o temor de que o vizinho comunista possa atacar a árvore, alegando que é um símbolo de propaganda.

As tensões na península coreana estão em alta desde que a Coreia do Norte realizou um ataque no mês passado à ilha sul-coreana de Yeonpyeong, matando dois civis e dois militares. Pyongyang afirmou que reagiu a um ataque em suas águas territoriais. Seul confirmou a ocorrência de um exercício militar pouco antes do ataque, mas negou que tivesse atingido águas do vizinho. Na segunda-feira, Seul realizou um novo exercício militar em Yeonpyeong, mas Pyongyang não cumpriu suas ameaças anteriores de retaliação.

A Coreia do Norte aparentemente ofereceu concessões em seu programa nuclear durante uma visita nesta semana do governador do Novo México, Bill Richardson. Apesar disso, Seul e Washington demonstraram ceticismo, cobrando ações de Pyongyang. Os EUA afirmaram que a Coreia do Norte não está nem "remotamente preparada" para retomar o diálogo internacional sobre seu desarmamento nuclear. Na visita de Richardson, os norte-coreanos teriam dito que aceitariam novamente inspetores da ONU em suas instalações.

Pyongyang se retirou do diálogo em abril do ano passado, expulsando os inspetores internacionais. As conversas envolviam as Coreias, os EUA, a Rússia, a China e o Japão. Um mês depois, a Coreia do Norte realizou seu segundo teste nuclear. As informações são da Dow Jones.

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