AP Photo/Lee Jin-man
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Seul quer conversar com Pyongyang sobre reuniões de famílias separadas pela Guerra

Ministro sul-coreano da Unificação afirmou que país estará pronto para discutir na reunião de terça-feira outras questões de interesse mútuo, como a situação das famílias com membros no Norte e no Sul e formas de reduzir as tensões militares na região

O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2018 | 11h08

SEUL - A Coreia do Sul aproveitará o encontro entre representantes do país e da Coreia do Norte, na terça-feira, 9, para colocar sobre a mesa a questão das reuniões entre membros de famílias separadas pela Guerra (1950-1953).

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Os dois países vizinhos concordaram na semana passada em celebrar seu primeiro encontro de alto nível desde dezembro de 2015 e, nesta terça, se reunirão na cidade fronteiriça de Panmunjom, onde foi assinado o cessar-fogo da Guerra da Coreia.

As conversações estarão centradas na possibilidade de os norte-coreanos participarem dos Jogos Olímpicos de Inverno, que serão realizados entre os dias 9 e 25 de fevereiro na cidade sul-coreana de Pyeongchang. Espera-se, porém, que ambas as partes aproveitem a reunião para abordar outras questões de interesse mútuo.

"Nos prepararemos para conversar sobre a questão das famílias separadas e sobre formas de reduzir as tensões militares (na região)", disse o ministro sul-coreano de Unificação, Cho Myoung-Gyon, segundo a agência oficial de notícias Yonhap.

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Milhões de pessoas foram separadas durante a Guerra da Coreia, que dividiu a península. A maioria delas morreu sem nunca ter uma oportunidade de ver a família novamente.

A conflito entre Norte e Sul terminou com um armistício e não com um tratado de paz formal, o que, tecnicamente, significa que os dois países seguem em guerra. Com isso, as comunicações transfronteiriças, o envio de correspondência e as chamadas telefônicas são proibidas.

Veneno da submissão

As reuniões familiares começaram depois de um encontro histórico entre Norte e Sul em 2000. No início, era realizada uma reunião de parentes por ano, mas as tensões que surgem regularmente na península fizeram esse ritmo ser interrompido.

A retomada do diálogo neste ano, por exemplo, ocorre depois de mais de dois anos de degradação no clima político na península durante o qual a Coreia do Norte realizou três ensaios nucleares e múltiplos disparos de mísseis - incluindo armamentos de alcance intercontinental.

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"A força por trás da melhoria das relações intercoreanas não é estrangeira, mas sim da própria nação coreana", afirmou no fim de semana a agência oficial de notícias de Pyongyang, KCNA. "Se submeter às forças exteriores e depender delas é um que torna a nação servil e sem alma." / AFP

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