South Korea Defense Ministry via AP
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Seul realiza novas manobras com mísseis em resposta ao teste norte-coreano

Exercícios conjuntos da Marinha e da Força Aérea da Coreia do Sul com o uso de munição real envolveram o lançamento de vários mísseis guiados para responder ao teste de projétil intercontinental realizado pela Coreia do Norte na terça-feira

O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 03h36
Atualizado 06 Julho 2017 | 12h16

SEUL - O Exército da Coreia do Sul realizou nesta quinta-feira, 6, novas manobras com fogo real, incluindo o lançamento de vários mísseis guiados, em uma nova demonstração de força para responder o teste de um projétil intercontinental realizado pela Coreia do Norte na terça-feira.

O exercício, realizado nas águas do Mar do Japão (chamado "Mar do Leste" nas duas Coreias) envolveu a Marinha e Força Aérea do país, confirmou um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano. O exercício foi simulado com um ataque por mar e no transcurso das manobras foram disparados mísseis antinavio Haeseong e Harpoon, bem como os ar-terra AGM-65 Maverick.

O treinamento acontece dois dias depois de a Coreia do Norte lançar seu primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM) e no dia seguinte aos exércitos conjuntos de sul-coreanos e americanos nos quais foram realizados testes de mísseis para responder Pyongyang.

Este novo avanço bélico norte-coreano eleva ainda mais a tensão na península e constitui um elemento que pode modificar a abordagem diplomática e estratégica de Washington para a região.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, repetiu na quarta-feira as insinuações de que o governo de Donald Trump poderia realizar um ataque preventivo diante da intensificação dos testes de armas norte-coreanos nos últimos meses. 

Haley também disse que as ações da Coreia do Norte estão "encerrando rapidamente a possibilidade de uma solução diplomática" e os EUA estão preparados para se defender e proteger seus aliados. Ela afirmou que o país apresentará nos próximos dias à ONU uma resolução para impor novas sanções contra a Coreia do Norte. / EFE e REUTERS

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