Seul suspende comércio com Coreia do Norte

O presidente sul-coreano, Li Myung-bak, anunciou hoje que Seul interromperá seu comércio com a Coreia do Norte. A atitude faz parte de uma série de medidas tomadas para prejudicar o empobrecido vizinho comunista diplomática e financeiramente. Além disso, Li prometeu que levará ao Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) o caso do navio sul-coreano que naufragou em 26 de março. Uma comissão investigativa concluiu que o naufrágio ocorreu após um ataque norte-coreano.

AE-AP, Agência Estado

24 Maio 2010 | 08h59

A Casa Branca e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, apoiaram as decisões tomadas por Li. Apesar disso, Seul dependeria ainda do apoio da China, que é membro permanente do CS, para aprovar sanções a Pyongyang. Hillary está em Pequim, para negociações estratégicas e econômicas, enquanto membros da delegação norte-americana dizem que há uma dura batalha para convencer os chineses de que a Coreia do Norte afundou o barco - o que Pyongyang nega. Segundo essas fontes, será difícil que os chineses apoiem sanções à Coreia do Norte.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China pediu calma a todas as partes envolvidas, para que se trate dos temas em discussão de forma apropriada. Já Hillary qualificou a situação de segurança na região como "altamente precária". "Estamos trabalhando duro para evitar o aumento da beligerância e da provocação", afirmou ela, em Pequim. "Está é uma situação altamente precária que os norte-coreanos criaram na região." Os EUA já anunciaram seu apoio à Coreia do Sul nesse caso. Washington mantém 28.500 soldados no país.

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