Seul volta a fazer exercícios militares na fronteira

As forças armadas da Coreia do Sul realizaram hoje um exercício envolvendo tanques, artilharia e jatos de combate, numa grande demonstração de força exatamente um mês depois de um ataque mortífero da Coreia do Norte a uma ilha fronteiriça. O governo dos Estados Unidos manifestou apoio às manobras - realizadas pela segunda vez nesta semana -, enquanto Pyongyang criticou as "marionetes beligerantes" do Sul.

HÉLIO BARBOZA, Agência Estado

23 de dezembro de 2010 | 07h58

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, em visita a uma unidade das forças armadas na fronteira, ordenou que as tropas respondessem duramente a qualquer ataque. Ele acusou o Norte de deixar a população passar fome enquanto gasta dinheiro com bombas nucleares.

O exercício na região de Pocheon, 30 km ao sul da fronteira com a Coreia do Norte, durou cerca de 40 minutos, com a participação de cerca de 800 militares. Na costa leste da península, a marinha sul-coreana também realiza desde ontem um exercício de quatro dias.

A Coreia do Sul diz que seus exercícios são defensivos. Contudo, as tensões vêm aumentando na península desde que a Coreia do Norte bombardeou uma ilha sul-coreana próxima à disputada fronteira marítima ocidental, em 23 de novembro. O Norte afirma que o bombardeio foi uma resposta aos exercícios militares do Sul na ilha de Yeonpyeong. O Sul alega ter realizado tais manobras nos últimos 37 anos e diz que o Norte buscava um pretexto para o ataque.

Alguns analistas dizem que a demonstração de força do Sul dissuadiu o Norte. Outros afirmam que o regime linha-dura do Norte foi convencido a restringir os exercícios militares pela China, sua aliada próxima, tendo em vista uma visita do presidente chinês, Hu Jintao, a Washington, a partir de 19 de janeiro. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.