Seul voltará a negociar com EUA acordo sobre carne bovina

Governo quer medidas para que não entre no país carne de gado bovino maior de 30 meses

Efe,

12 de junho de 2008 | 03h00

O ministro de Comércio sul-coreano, Kim Jong-hoon, viajará nesta sexta-feira, 13, a Washington para tentar iniciar novas negociações com a responsável de Comércio Exterior dos EUA, Susan Schwab, sobre a importação da carne bovina à Coréia do Sul. Em entrevista coletiva, o ministro disse que o objetivo de sua viagem era buscar medidas "realistas e efetivas" para que não entre em seu país carne bovina americana de cabeças de gado maiores de 30 meses, as mais suscetíveis ao mal da vaca louca. O anúncio do Governo de Seul ocorre dois dias após a realização, em Seul, de um protesto que reuniu 700 mil cidadãos contra as importações de carne bovina dos Estados Unidos. Em 18 de abril, a Coréia do Sul firmou um acordo com os EUA para abrir o mercado do país à carne bovina americana, incluindo a de cabeças de gado maiores de 30 meses. Desde 2 de maio, milhares de cidadãos sul-coreanos se manifestaram em repulsa à decisão do Governo, por considerar que põe em risco a saúde pública. Além disso, os protestos adquiriram caráter antigovernamental, passando a abarcar reivindicações contra a política de privatização do setor público e o projeto de construir um grande canal através do país. Além disso, os sul-coreanos exigem ao Governo que anule o estipulado em abril e que inicie uma nova negociação sobre a abertura de seu mercado ao gado americano. No entanto, o Governo rejeita iniciar as novas negociações, alegando um possível atrito diplomático e comercial com os EUA. O apoio ao presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, que assumiu o cargo em 25 de fevereiro, caiu para 17%, ao tempo que seu gabinete apresentou sua renúncia na semana passada, por força da crise política gerada pela importação de carne bovina americana. O secretário adjunto de Agricultura de EUA, Chuck Conner, que na terça-feira passada se reuniu com representantes da Coréia do Sul para falar sobre o caso, assegurou que o acordo não está em renegociação, e que se espera que siga nos mesmos termos. "Não estamos renegociando o acordo", afirmou.

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