Seychelles convidam a China a construir base militar

As Ilhas Seychelles convidaram a China nesta sexta-feira a construir uma base militar no arquipélago do Oceano Índico, com o objetivo de combater a pirataria, que está ficando endêmica na região. A informação partiu do ministro dos Assuntos Exteriores das Seychelles, Jean-Paul Adam. O convite foi feito no momento em que o ministro da Defesa da China, Liang Guanglie, visita as Seychelles, informa a agência France Presse (AFP).

AE, Agência Estado

02 de dezembro de 2011 | 15h30

"Nós convidamos o governo chinês a exercer sua presença militar em Mahé para lutar contra os ataques dos piratas, que as Seychelles passaram a sofrer regularmente", disse Adam. "A China está estudando essa possibilidade porque tem interesses econômicos na região e Pequim também está envolvida na luta contra a pirataria", ele disse.

O general Liang, que chegou a Victoria na quinta-feira com um séquito de 40 funcionários e militares chineses, foi convidado em outubro pelo presidente das Seychelles, James Michel, a visitar o país insular. "Juntos, nós queremos incrementar nossa capacidade de vigilância no Oceano Índico, porque as Seychelles têm uma posição estratégica entre a Ásia e a África", disse Michel em comunicado, acrescentando que a China doou dois aviões de patrulha às Seychelles.

Os dois países assinaram um acordo de cooperação militar em 2004 que possibilitou o treinamento de 50 soldados das Seychelles na China. O acordo foi renovado nesta sexta-feira.

Se o projeto da base chinesa for em frente, "não será a primeira base militar estrangeira nas Seychelles, porque os Estados Unidos já têm uma base de drones aqui, que eles também usam na luta contra a pirataria", disse Adam. Os drones são aviões não tripulados e teleguiados, que executam missões de vigilância e bombardeio.

Com 115 ilhas e uma área correspondente a 1,4 milhão de quilômetros quadrados, as Seychelles têm uma população de 85 mil habitantes e um exército de apenas 500 soldados. O país está pedindo ajuda militar para combater a pirataria no Índico. As informações são da Dow Jones.

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