Shalit custou caro a Netanyahu

Embora tenha recebido amplo apoio da sociedade israelense, o acordo para trazer de volta Gilad Shalit custou caro ao governo de Binyamin Netanyahu: 1.027 presos palestinos de diversas facções. Alguns de meia idade, que haviam passado décadas detidos. Outros jovens e ainda tidos por Israel como "altamente perigosos". Segundo o plano acertado sob mediação egípcia, assim que os primeiros 447 presos entrassem na Faixa de Gaza, Shalit seria levado pelo Hamas ao Egito. Os outros 450 palestinos foram soltos dois meses depois.

O Estado de S.Paulo

26 Maio 2013 | 02h05

Para a entrada da primeira leva de presos, no dia 18 de outubro de 2011, o Hamas preparou uma enorme festa na maior praça de Gaza (foto), com um desenho de Shalit ferido sendo levado por um guerrilheiro palestino. O acordo ampliou o capital político da facção islâmica, um mês depois de o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fracassar em convencer o Conselho de Segurança da ONU a reconhecer a Palestina como membro pleno da organização.

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