Shannon vai a Honduras forçar diálogo, diz zelaysta

O secretário-adjunto de Estado norte-americano para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, chegará a Honduras amanhã, afirmou ontem o negociador Víctor Meza, partidário do presidente deposto Manuel Zelaya, informou o jornal local "La Tribuna". A meta de Shannon é trabalhar pelo fim da crise política nesta nação da América Central.

AE, Agencia Estado

27 de outubro de 2009 | 10h33

Meza disse também, segundo o "La Prensa", que o secretário de Assuntos Políticos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Víctor Rico, chega hoje ao país, com a mesma meta de auxiliar nas negociações.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já afirmou que a deposição de Zelaya foi um golpe. Agora, uma missão norte-americana pressionará pelo fim da crise entre o grupo de Zelaya e o governo de facto, liderado por Roberto Micheletti.

Deposto e expulso do país em 28 de junho, Zelaya voltou a Tegucigalpa clandestinamente em 21 de setembro e, desde então, está abrigado na Embaixada do Brasil na capital hondurenha. O principal ponto de discórdia entre os dois lados é a volta de Zelaya ao poder antes das eleições presidenciais, marcadas para 29 de novembro. Vários países e entidades, inclusive os EUA, ameaçam não reconhecer a disputa eleitoral, caso o líder deposto não tenha voltado à presidência.

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