Sharif nega pacto com governo para retornar ao Paquistão

Ex-primeiro-ministro afirma que seu compromisso é o de 'restaurar a democracia e acabar com a ditadura'

Efe,

26 de novembro de 2007 | 06h23

O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif, que retornou neste domingo a seu país após sete anos de exílio, negou que sua volta tenha sido resultado de um acordo com o regime de Pervez Musharraf. Além disso, afirmou seu compromisso de "restaurar a democracia e acabar com a ditadura" no Paquistão. Veja também:Ex-premiê Sharif volta ao Paquistão As declarações de Sharif ocorreram em Lahore (leste), cidade que o recebeu na madrugada desta segunda-feira, 26. Ele aterrissou no aeroporto local por volta das 18h15 (11h15 de Brasília). "Tenho um acordo com a população, mas nenhum com o governo", afirmou o líder da Liga Muçulmana do Paquistão-N (PML-N), em referência aos rumores sobre um possível pacto com o regime de Musharraf para pôr fim a seu exílio na Arábia Saudita. Em entrevista à emissora Geo TV, o ex-governante assegurou ainda a seus partidários que sua intenção é trabalhar com a população para "restaurar a democracia e acabar com a ditadura". "Chegou o momento de uma batalha decisiva", assegurou Sharif. A volta ao Paquistão do ex-primeiro-ministro acontece às vésperas do fim do prazo dado pela Comissão Eleitoral aos partidos para que apresentem seus candidatos às eleições de 8 de janeiro. Até o momento, não se sabe se o PML-N de Sharif concorrerá nesse pleito. No sábado passado, a aliança opositora APDM, à qual pertence o partido de Sharif, decidiu que boicotaria as eleições se em um prazo de quatro dias Musharraf não colocasse fim ao estado de exceção que declarou no dia 3 de novembro.

Tudo o que sabemos sobre:
Paquistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.