Sharon aceita Estado palestino - com restrições

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, declarou nesta terça-feira que aceitaria a criação de um Estado palestino desde que pudesse impor limitações estritas e este, numa oferta bem menos generosa do que a rejeitada pelos palestinos em janeiro. Os comentários de Sharon foram feitos depois que líderes mundiais, a começar pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, endossaram o direito dos palestinos a um Estado independente em pronunciamentos feitos nos últimos dias. Falando durante uma convenção partidária em Haifa, Sharon disse que o Estado palestino poderia ser resultado de negociações, mas deveria ser desmilitarizado. Israel teria de ser responsável pelo controle de suas fronteiras e manteria zonas de segurança na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Além disso, na visão de Sharon, Jerusalém continuaria sob total controle do Estado judeu, inclusive os bairros árabes e um disputado local sagrado para muçulmanos e judeus. Em janeiro, os palestinos rejeitaram uma oferta mais generosa feita pelo então primeiro-ministro Ehud Barak.

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