Sharon apóia guerra dos EUA contra o Iraque

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, manifestou seu forte apoio à ofensiva norte-americana contra o Iraque, enquanto os palestinos armazenavam comida em meio a temores de novas ações militares israelenses, e protestavam contra a guerra. "Sua guerra é a guerra para libertar o mundo das forças negras da perversidade que agem somente de uma forma: a do terror", disse Sharon, em palavras dirigidas ao presidente dos EUA, George W. Bush.Por meio de um comunicado divulgado por seu gabinete, Sharon disse que o Estado judeu não será "arrastado" para a guerra, mas alertou que seu Exército "está preparado para lidar com qualquer potencial ameaça, seja numa perspectiva defensiva ou ofensiva?.No entanto, Yitzhak Shamir, que era primeiro-ministro de Israel em 1991, quando o país foi atacado pelo Iraque com mísseis Scud, disse que o Exército não deve entrar no conflito, nem mesmo se for atacado.Em meio à intensa pressão norte-americana, ele não respondeu ao ataque iraquiano durante a Guerra do Golfo. "Eu não errei" ao deixar de retaliar. "Hoje, Israel também não deveria responder", disse o ex-primeiro-ministro, hoje com 87 anos.Sharon pediu aos israelenses que não alterem suas rotinas. "Levem as crianças para a escola e trabalhem normalmente", sugeriu.Em duas manifestações na Faixa de Gaza, centenas de palestinos saíram às ruas contra a guerra. Numa passeata pela Cidade de Gaza, um ministro palestino sem pasta, Abdel Aziz Shahhen, disse a uma multidão de 1.500 pessoas que "esta guerra é contra todos os árabes e muçulmanos do mundo".Veja o especial :

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