Sharon busca apoio para conflito com palestinos

Convidado pelo presidente americano, George W. Bush, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, embarcou hoje de Tel-Aviv com destino a Washington, onde buscará apoio da Casa Branca à sua política para o conflito no Oriente Médio, enquanto israelenses e palestinos retomavam na região os contatos para discutir questões de segurança. Observadores israelenses acreditam que Sharon tentará obter a aprovação de Bush para seu plano de firmar com os palestinos um acordo provisório, mas de longo prazo, em vez da assinatura de um "ilusório" tratado de paz definitivo. Sharon reúne-se só na terça-feira com Bush, na Casa Branca, mas pouco antes de partir para sua primeira visita aos EUA como chefe do governo israelense ele afirmou a seus ministros que conta com o apoio de Washington para não reiniciar as conversações com o líder palestino Yasser Arafat enquanto durar a intifada - a revolta palestina iniciada em 28 de setembro que já causou a morte de 439 pessoas, na grande maioria palestinos. "Eu quero negociar, e isto é possível, mas não podemos fazê-lo enquanto durar o terror", declarou Sharon. Ao mesmo tempo, funcionários israelenses disseram que Avi Ditcher, chefe do serviço de segurança interna israelense, encontrou-se no sábado à noite com Amin el-Hindi, chefe do serviço de inteligência palestino, para discutir os confrontos entre as duas partes. Os palestinos desmentiram a reunião. Segundo alguns obervadores, o programa de Sharon para o fim dos conflitos na região inclui a adoção de uma linha dura contra a Síria e o Líbano.Bateria de encontros - Além de Bush, Sharon pretende encontrar-se com o secretário de Estado americano, Colin Powell, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, o diretor da CIA, George Tenet, e a assessora de Segurança Nacional, Condolezza Rice. Em entrevista na semana passada, antes da audiência com uma comissão da Câmara dos Representantes, Powell deu o tom da política americana de apoio a Sharon. "Precisamos interromper o ciclo de violência", disse ele. "Só dessa forma teremos uma chance de retomar as negoções." Assessores de Sharon ressaltaram que a visita oficial do líder israelense a Washington mostra a importância para Israel de manter os fortes laços com os americanos. Israel recebe anualmente US$ 3 bilhões de ajuda econômica dos EUA - muito mais que qualquer outro país.

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