Sharon conclui visita aos EUA e agradece apoio

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, concluiu hoje sua viagem aos Estados Unidos com uma visita ao Congresso para agradecer pelo apoio dos deputados e senadores norte-americanos ao Estado de Israel. Ele cumprimentou, entre outros, o presidente da Câmara, Dennis Hastert, e o senador Joseph Biden, presidente da Comissão de Relações Exteriores, pela "solidariedade, apoio, e compreensão" dos EUA. "Apoiamos Israel. Ponto final", disse Biden, ao comentar a aliança do país com Tel-Aviv.No dia anterior, o chefe de governo israelense obteve do presidente norte-americano, George W. Bush, a reafirmação de sua posição de que Israel tem o direito de defender-se e o compromisso de não convocar uma conferência de paz enquanto não cessarem os atentados suicidas no país.Porém, o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, reafirmou hoje a intenção do governo norte-americano de realizar ainda neste verão boreal uma conferência de paz no Oriente Médio. Ainda segundo ele, o mais recente cerco imposto por Israel à cidade cisjordaniana de Ramallah "provavelmente será breve".Numa tentativa de contrapor-se à bem-sucedida viagem de Sharon, o chanceler da Arábia Saudita, príncipe Saud el-Faisal, chegou hoje aos Estados Unidos para encontrar-se com Bush e pedir a ele que pressione Israel para pôr fim às incursões nos territórios palestinos. De passagem pelo Cairo em sua viagem aos EUA, o príncipe disse que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, apresentou a Bush a "posição árabe" nas conversas mantidas entre os dois no fim da semana passada.Mubarak pedirá a Bush que estabeleça um cronograma para a retirada do Exército judeu da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e para a criação de um Estado palestino independente. Segundo ele, isto ajudará a reduzir a violência por dar aos palestinos a esperança de paz.Mas Sharon recebeu garantias de Bush de que Washington não pressionará Israel a encerrar as incursões contra a Cisjordânia e a Faixa de Gaza e que não estabelecerá nenhum prazo para a criação do Estado Palestino. Bush preferiu pressionar por mudanças drásticas na estrutura da Autoridade Palestina antes que qualquer progresso rumo à paz possa ser feito.Em Ramallah, o ministro da Informação e Cultura, Yasser Abed Rabbo, solicitou a convocação urgente de uma conferência de países árabes para tratar da "colaboração dos EUA com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, em sua política de agressão aos territórios palestinos".

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