Sharon dá prazo de uma semana para retirada das tropas

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse hoje que as tropas israelenses irão se retirar de todas as cidades da Cisjordânia, exceto Belém e Ramallah, dentro de uma semana. Israel não tem intenção de permanecer nas "cidades do terror", disse Sharon em uma entrevista para a CNN.Questionado sobre quão rapidamente as forças de Israel irão se retirar das duas cidades onde ocorreram os piores combates - Nablus e Jenin, no norte da Cisjordânia -, Sharon disse que a retirada de Jenin ocorreria em menos de uma semana e em Nablus em "não mais que uma semana".Em Belém, as forças de Israel estão engajadas no cerco de mais de 200 homens armados na Igreja da Natividade. "Nós temos problemas em Belém. Quando eles deixarem o local... nós deixaremos a cidade", disse Sharon. No caso de Ramallah, Sharon disse que as tropas continuarão na região, ?a menos que aqueles terroristas se rendam a nós ou partam de lá?. "Aqueles que mataram o ministro de Turismo de Israel Rehavam Zeevi, em outubro de 2001, continuam em Ramallah", disse Sharon.O primeiro-ministro disse que Israel e EUA estão de acordo sobre o que deve acontecer para resolver o impasse na Igreja da Natividade - e que a solução exige que os palestinos com conexão com terroristas sejam julgados em Israel ou deportados do país. "Eles devem deixar suas armas para trás. Eles têm de sair. Eles serão identificados", disse Sharon. "Aqueles que não têm conexão com o terror serão libertados imediatamente. Aqueles que estão conectados com o terrorismo e assassinatos serão presos", acrescentou. "Eu quero deixar isso muito claro. Nós deixaremos Belém apenas depois que eles ou forem presos e julgados em Israel ou deportados", acrescentou. Sharon disse que um avião britânico pode ser usado para levar aqueles que serão deportados para um outro país não determinado.Sharon falou de seu desejo de paz, mas reiterou sua avaliação de que o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, não é um parceiro na paz e que o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, não deveria se encontrar com ele. "Queremos alcançar a paz, e eu mesmo estou comprometido com a paz, eu vi todos os horrores da guerra... Eu entendo a importância da paz, mas para mim, a paz deve proporcionar segurança", disse Sharon.

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