Sharon dá sinais de melhora, diz canal de TV israelense

O delicado estado de saúde do ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon dá sinais de melhora, depois de ter sofrido há mais de um ano um derrame cerebral que o deixou em coma.A informação foi divulgada na quinta-feira, 12, pelo Canal 10 da televisão israelense, que indicou que o filho do político, Omri Sharon disse que a situação de seu pai melhora e que é inclusive capaz de responder a algumas perguntas movimentando a mão.Por outra parte, porta-vozes do centro médico onde Sharon está internado, no Hospital Cheeba, em Tel Hashomer, perto de Tel Aviv, recusaram-se a fazer qualquer comentário a respeito.Conhecido como um político linha-dura, Ariel Sharon lutou durante sua vida política para garantir segurança total para Israel. Durante a maior parte da sua carreira, isso significou manter o máximo de território e direitos políticos para o Estado judaico e o mínimo de ambas as coisas para os palestinos.Mas a sua decisão de retirar colonos judeus da Faixa de Gaza e partes daCisjordânia, processo concluído em agosto de 2005, provocou a ira dos seusmais fiéis seguidores e foi repetidamente rechaçada pelo seu então partido,o Likud.Sharon acabou deixando o Likud em novembro para fundar um novo partido, oKadima (Avante).Sharon se tornou primeiro-ministro em fevereiro de 2001 ao derrotar o seuantecessor, o trabalhista Ehud Barak. Ele foi eleito com a promessa de pôr fim à segunda onda de levantes palestinos (intifada), iniciada depois que visitou a mesquita de al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, considerada sagrada por muçulmanos e judeus.Sharon nasceu na região da Palestina em 1928, época em que o território estava sob jurisdição britânica. Em 1950, liderou operações militares contra tropas do Egito na Faixa de Gaza. Uma das manobras resultou na morte de 38 soldados egípcios.Em 1977, Sharon foi eleito pela primeira vez para uma das cadeiras noKnesset, o parlamento israelense. Como ministro da Defesa, em 1982, ele planejou uma desastrada invasão do Líbano que culminou com o cerco e destruição parcial da capital Beirute pelas tropas israelenses.Sem comunicar suas intenções ao então primeiro-ministro, Menachem Begin,Ariel Sharon comandou a invasão da capital libanesa com o pretexto deexpulsar do Líbano a base da Organização para a Libertação da Palestina(OLP), liderada por Yasser Arafat.A operação militar pôs mesmo fim às incursões militares da OLP emterritório israelense, a partir do Líbano. Mas não só: acabou tambémresultando no massacre de quase 2 mil palestinos por milicianos cristãosaliados de Israel.Sharon, que completou 79 anos no mês passado, permanece em estado de coma desde que sofreu um derrame cerebral em janeiro de 2006.

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