Sharon dá sinais de reação, mas quadro segue crítico

Segundo o último boletim médico emitido pelo Hospital Hadassah, de Jerusalém, o estado de saúde do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, permanece grave, embora estável. A equipe médica que presta assistência ao premier prossegue o processo, iniciado na manhã de ontem, de diminuir anestesia para reanimá-lo do coma induzido. Sharon segue conectado a um pulmão artificial apesar de ter começado a respirar sozinho. Ontem, o premier respondeu aos estímulos à dor, movimentando o braço direito e a perna direita. As reações limitadas podem apontar, informa a rádio pública israelense, que a parte esquerda de seu corpo ficou paralisada. Até o momento não há indicações seguras de que voltará a falar e recuperar a plenitude das funções mentais. Apesar do otimismo dos médicos, as mudanças no organismo de Sharon, conforme diminui a dosagem de drogas, são muito pequenas e os sinais de volta da consciência, muito lentos. Até o momento Sharon não abriu os olhos. O processo de reduzir as drogas pode demorar horas e até dias. Também demorarão dias para a comprovação de possíveis danos ao cérebro e às suas capacidades cognitivas. Ao longo da manhã, os médicos que atendem a Sharon continuarão com este processo e atentos a suas reações. No sétimo andar do Hospital Hadassah é possível ouvir acordes de Mozart, preferidos de Sharon, enquanto, também por recomendação dos médicos, seus dois filhos, Omri e Gilad, ficando falando com ele.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.