Sharon declara "guerra total contra o terrorismo"

Israel "promoverá uma guerra total contra o terrorismo, porque com o terrorismo não há compromisso", disse o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, em um discurso à nação neste domingo. No discurso, que durou apenas cinco minutos, Sharon disse tratar-se realmente de "uma guerra" em que Israel atacará implacavelmente os militantes palestinos. "Só então um cessar-fogo será possível", afirmou. Sharon qualificou o líder palestino Yasser Arafat como "o inimigo de Israel e do mundo livre em geral", que conduz a campanha terrorista contra o Estado judeu. "Não podemos assumir compromissos com aqueles que estão prontos para morrer, apenas para matar inocentes civis". Sharon disse ainda que Arafat é um perigo para a estabilidade do Oriente Médio. O primeiro-ministro israelense disse que Israel tentou chegar a um cessar-fogo, mas que agora concluiu que isto só será possível depois que "o terror for erradicado". Ele acrescentou que Israel estava num momento crítico de sua história, mas não disse quanto tempo durará a ofensiva militar israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. E concluiu: "Por fim, conquistamos uma posição de superioridade. Ganharemos."

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