Sharon derrota Netanyahu em primárias do Likud, segundo tevê

O primeiro-ministro interino israelense, Ariel Sharon, venceu as eleições primárias de seu partido, o direitista Likud, derrotando o chanceler Binyamin Netanyahu e habilitando-se a disputar um novo mandato de chefe de governo nas eleições gerais de 28 de janeiro, segundo projeções das redes de televisão israelense. Sharon, de 74 anos, obteve 61% dos votos e Netanyahu, de 55 anos, 37%. Moshe Feiglin ficou com o restante.O pleito que mobilizou os quase 350 mil filiados à agremiação era o centro das atenções israelenses, mas acabou sendo eclipsado pelos atentados de Mombasa (Quênia) e Beit Shean (norte de Israel), um reduto do Likud. Contudo, esses incidentes, aparentemente, não influiram no resultado.Mais de 670 urnas estavam à disposição do eleitorado do Likud. A votação começou por volta de 10h00 (6h00 de Brasília) e encerrou-se 12 horas depois, quando teve início a apuração.A vitória de Sharon já era esperada. As pesquisas indicavam uma vantagem a favor dele de pelo menos 20 pontos porcentuais. Ele é o favorito dos institutos também para as eleições de 28 de fevereiro, quando enfrentara o Partido Trabalhista, de Amram Mitzna.O êxito do primeiro-ministro interino é apontado como conseqüência do tom de reconciliação que ele deu à sua campanha, ao contrário do agressivo discurso do adversário.Netanyahu prometia, se eleito, deportar o líder palestino Yasser Arafat e vetar a criação de um Estado palestino. Essas eram, basicamente, as diferenças entre os dois candidatos.Como habitualmente ocorre quando é encurralado nas cordas, Netanyahu, colocado em um plano inferior pelas pesquisas de opinião, vinha acusando a imprensa de fazer campanha contra ele, confundindo o eleitorado.Hoje, segundo a rede de televisão CNN, Netanyahu estava procurando tirar vantagem dos atentados. "Atirar num avião israelense me parece algo extremamente grave que dá uma nova dimensão ao conflito", disse ele.Para o jornal Yediot Aharonot, a derrota de Netanyahu pode causar um racha no Likud. Os partidários dele poderiam passar a apoiar a ultradireitista União Nacional-Israel Beitenu, liderada por Avigdor Liberman.

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