Sharon desafia corte e manda continuar muro

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, declarou ontem que Israel vai prosseguir a construção do muro ao longo da divisa do país com a Cisjordânia, rechaçando decisão da Corte Internacional de Justiça que declarou a barreira ilegal e pediu a destruição de parte dela. Israel não reconhece a competência do tribunal de Haia para julgar a questão, insistiu o chefe do governo israelense em sua primeira reação oficial à decisão, ditada na sexta-feira. A declaração de Sharon foi feita poucas horas depois de um atentado a bomba nas proximidades de movimentado ponto de ônibus em Tel-Aviv, que deixou uma soldado israelense morta e pelo menos 30 feridos. Sharon disse que a decisão do tribunal representa um estímulo à violência. E classificou o atentado de Tel-Aviv como "o primeiro sob o patrocínio da Corte Internacional de Justiça". O primeiro-ministro reiterou que a edificação da barreira é o meio mais eficaz de impedir a entrada de "terroristas palestinos" no país. Segundo Sharon, o atentado em Tel-Aviv comprova o acerto de sua política de segurança que tem como mola mestra a edificação da barreira concreto armado e eletrônica, de mais de 600 quilômetros.

Agencia Estado,

12 de julho de 2004 | 02h42

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