Sharon diz que apresentará novo plano em 3 semanas

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, cancelou neste domingo uma visita que pretendia fazer na próxima semana aos Estados Unidos e diz que pretende concentrar suas energias na elaboração de um novo plano de retirada da Faixa de Gaza depois de seu partido ter rejeitado sua proposta original. Sharon disse a seu gabinete de ministros durante uma tumultuada reunião ordinária realizada hoje que apresentará a eles uma versão revisada de seu chamado "plano de desengajamento" dentro de três semanas. Ele não revelou quais alterações pretende fazer e não deixou claro se satisfará as vontades de seus divididos parceiros de coalizão. O anúncio é um dos mais recentes sinais de que Sharon parece determinado a dar seqüência a seu plano mesmo depois da derrota de sua proposta em um referendo entre membros do Likud realizado em 2 de maio. Apesar de não ter força da lei, a rejeição por parte dos membros do Likud dificultaria a obtenção de apoio ao plano entre ministros do partido. Sharon comunicou ao seu gabinete que cancelou a visita a Washington prevista para a próxima semana com o objetivo de concentrar-se no novo plano. Durante a viagem, Sharon deveria discursar perante o Comitê Israelense-Americano de Assuntos Públicos, um grupo de pressão pró-Israel. Ele também deveria reunir-se com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que endossou o plano original de Sharon e o qualificou como um passo valioso para a retomada do processo de paz. Em um ato de violência ocorrido hoje, militantes palestinos abriram fogo contra um grupo de colonos judeus que participava de uma cerimônia no local onde uma mulher grávida e quatro de seus filhos foram mortos na semana passada. Dezenas de colonos judeus pularam para trás de barreiras de concreto e esconderam-se sob carros estacionados nas proximidades para se protegerem dos tiros, segundo imagens divulgadas pelo Canal 10 da TV israelense. Colonos armados revidaram com disparos. Não há informações sobre feridos entre os colonos. Soldados posicionados nas proximidades dispararam contra dois suspeitos, mas não se sabe se eles foram atingidos. O grupo militante Jihad Islâmica assumiu a autoria do ataque.

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