Sharon diz que Israel está à beira de uma "guerra civil"

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, declarou, neste domingo, que a oposição a seu plano de retirada da Faixa de Gaza poderia levar o país até mesmo a uma ?guerra civil´?. A declaração foi dada pelo chanceler logo no início da reunião semanal de seu gabinete. Sharon vem enfrentando uma oposição significativa dos conservadores a seu plano de retirada da Faixa de Gaza e de quatro assentamentos da Cisjordânia em 2005. Entre os adversários, há até mesmo membros de seu próprio governo. Recentemente, funcionários dos órgãos de segurança do país advertiram que os extremistas planejam exercer uma resistência violenta contra a retirada proposta pelo governo. Na semana passada, em um acontecimento sem precedentes, um grupo de dirigentes da ala mais conservadora do partido de Sharon publicou uma petição na qual pedia aos soldados do Exército para desobedecer às ordens de retirada. ?Nos últimos dias, temos testemunhado uma gravíssima incitação por parte de alguns setores, e eu diria até mesmo que tais exortações apontam, na realidade, na direção de uma guerra civil?, disse Sharon. ?Considero que isso é sumamente grave?. O primeiro-ministro afirmou ainda que o exército não deveria tomar parte do debate político, e exigiu que os membros do gabinete, inclusive os ministros da Defesa e da Segurança Pública, fizessem pronunciamentos contrários à violência. Uma marcha de protesto contra o plano de retirada, da qual devem participar dezenas de milhares de pessoas, está marcada para acontecer na noite deste domingo, em Jerusalém.

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