Sharon diz que se sente ameaçado por radicais judeus

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que se sente ameaçado por radicais judeus que resistem a seu plano de desmantelar assentamentos israelenses na Faixa de Gaza. ?Entristece-me que alguém que passou a vida toda protegendo judeus nas guerras de Israel agora tenha de ser protegido, por medo dos judeus que querem feri-lo?, disse Sharon a políticos, segundo o website do jornal Haaretz.Nesta segunda-feira, rabinos que representam colonos da Faixa de Gaza acusaram o serviço de segurança israelense Shin Bet de incitar a população contra eles. O chefe do Shin Bet, Avi Dichter, disse ao gabinete de ministros que estava preocupado com a crescente oposição ao plano do governo de remover cerca de 8.000 colonos em 2005, como parte do plano de retirada da Faixa de Gaza e de parte da Cisjordânia.Alguns líderes das comunidades de colonos e rabinos têm se referido à retirada como um crime, dando a entender que a violência seria um recurso válido para evitá-la, ao mesmo em que insistem que não há orientação para que os colonos violem a lei. Hoje, um líder de assentados, Uri Elitzur, referiu-se à retirada dos colonos como algo ?pior que estupro?.A ameaça do extremismo judaico é uma questão em Israel desde que o primeiro-ministro Yitzhak Rabin foi morto em 1995 por um judeu ultranacionalista.

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