Sharon exige que palestinos desistam de refugiados

O primeiro-ministro de israelense, Ariel Sharon, impôs, como condição para o início das conversações de paz, que os palestinos abandonem uma exigência-chave: o "direito de retorno" de refugiados e seus descendentes a Israel. Em resposta, os palestinos acusaram o Estado judeu de tentar sabotar o novo plano de paz para o Oriente Médio.A exigência traz incertezas ao plano, chamado de "roteiro" para a paz, que busca pôr fim aos 31 meses de sangrentos confrontos no Oriente Médio, levando a uma resolução pacífica do conflito árabe-israelense. Israel sempre rejeitou o "direito de retorno" palestino, não aceitando a culpa pelas conseqüências da guerra de dois anos que se seguiu à criação do país, em 1948, quando exércitos árabes invadiram o nascente Estado judeu e cerca de 700.000 palestinos fugiram ou foram expulsos de suas casas. Entretanto, Israel nunca havia exigido a renúncia ao retorno como condição para conversações de paz.Sharon disse que os palestinos têm de abrir mão da exigência do direito de retorno dos refugiados e de seus descendentes - cerca de 4 milhões de pessoas -, o que para ele é "uma receita para a destruição de Israel", porque inundaria o Estado judeu de árabes.Falando a jornalistas palestinos nesta semana, o novo primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, explicou que a exigência israelense manifestada por Sharon "é um dos sonhos deles que rejeitamos completamente". Ele destacou que a questão tem de ser negociada na fase final do plano de paz.

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