Sharon fala em "guerra" contra palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou em encontro com oficiais do Exército do país que "esta é realmente uma guerra dura em que nós estamos" e que seu país vai "atacar sem descanso" até que os radicais palestinos suspendam seus atentados. Em Washington, o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, reagiu afirmando que "o senhor Sharon precisa examinar com cuidado suas políticas e ver se elas têm como funcionar. Eu não acho que declarar guerra aos palestinos funcione". A "declaração de guerra" de Sharon foi feita num momento em que aparecem divisões dentro de seu governo sobre como lidar com os palestinos. De acordo com o jornal Yediot Ahronot, de Jerusalém, houve ontem um diálogo áspero entre o ministro das Relações Exteriores, Shimon Peres, e o ministro da Infra-Estrutura, Avigdor Lieberman. O conteúdo do diálogo foi confirmado pelo porta-voz de Lieberman. "Às 8h da manhã nós vamos bombardear todos os centros comerciais. Ao meio-dia, vamos bombardear os postos de gasolina deles. Às 14h, vamos bombardear seus bancos", disse Lieberman sobre os palestinos. "E às 18h você vai receber uma intimação para comparecer no Tribunal Internacional em Haia", respondeu Peres. Para ele, Israel deve "fazer todo o possível para evitar uma escalada na situação". Combates ocorridos entre ontem à noite e hoje deixaram dez palestinos e dois soldados israelenses mortos. As Forças Armadas israelenses usaram tanques, helicópteros e lanchas para lançar ataques na Faixa de Gaza. A residência do líder palestino Yasser Arafat foi atingida, mas ele não estava lá - Arafat está sendo mantido em prisão domiciliar em Ramallah há três meses. Também foi atingida uma escola para crianças palestinas cegas operada pela ONU. As informações são da Associated Press, citada pela Dow Jones.

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