Sharon insiste em expulsar Arafat, mas não obtém consenso

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, quer expulsar Yasser Arafat dos territórios palestinos, mas não existe um consenso no seio do Conselho de Defesa de Israel. A queda de braço, de que se fala desde o início da operação Muralha de Defesa na Cisjordânia, foi confirmada por Ben Caspit, comentarista político do diário Maariv, que tem estreitas relações com o governo.Na última reunião do Conselho de Defesa, revelou hoje Caspit, "Sharon expressou seu apoio à idéia de remover Arafat", defendida também por um grupo de ministros liderados pelo titular das Finanças, Silvan Shalom, expoente do Likud, o partido de direita do premier.Contra a proposta, que também conta com a aprovação do comandante do Estado Maior, Shaul Mofaz, ficaram o ministro da Defesa e líder trabalhista Benyamin Ben Eliezer, o chefe do Shin Bet, o órgão de segurança interna, Avi Dichter, e o coordenador para os territórios palestinos, general Amos Malka.A pessoa que incentivou Sharon a relançar a proposta de "expulsão" de Arafat, revelou Caspit, seria o ex-premier Benyamin Netanyahu, seu rival no Likud que, de regresso de uma missão a Washington, teria garantido que "também os Estados Unidos estão prontos para uma mudança deste tipo".Um estreito colaborador de Sharon disse então que "se Arafat persistir em sua negativa de declarar um cessar-fogo e a lutar contra a infra-estrutura terrorista, o premier está decidido a removê-lo dos territórios".

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