Sharon não pode abrir mão de ataques, diz israelense

Analistas israelenses estão reticentesquanto à capacidade do líder palestino Yasser Arafat deconseguir deter ações de radicais e de conduzir um processo depaz com Israel após a nova escalada de violência. "Ele perdeu a chance de negociar um processo de paz e nãoliga para o sofrimento de seu povo", disse ao Estado o jornalita ZeevSchiff, editor de Assuntos de Defesa do diário liberal Haaretz."Tenho sérias dúvidas sobre sua capacidade de negociar apaz." Para Ron Ben-Yishai, o jornalista especializado em assuntos deDefesa do jornal Yediot Ahronot e que há 33 anos cobre a cenapolítica no país, Arafat enfrenta um momento delicado como líderpolítico. "Se ele falasse na TV e fizesse um dramático apelo pelo fimdo terrorismo e pela chance à paz, talvez isso ajudasse. Mas nomomento não acredito que ele possa controlar situação." Os dois analistas disseram ao Grupo Estado que a ofensivacontra a sede da Autoridade Palestina hoje em Ramallah foi umatentativa de desmantelar o que os dois chamaram de"infra-estrutura do terror", que funcionaria no interior dosprédios da AP. "Israel está sob uma onda de terror e está tentando acabarcom isso. A AP deveria ter barrado os terroristas, mas não ofez", disse Ben-Yishai. Schiff diz que a resposta militar não pode ser encarada comoúnica solução aos ataques. Entretanto, afirma ele, Israel nãopode prescindir dela. "Não acho que seja possível usar apenas aforça militar para controlar a ação dos terroristas. Mas nãopodemos abrir mão disso. É preciso combinar ações diplomáticascom militares." Schiff critica a falta de iniciativa de Arafat, mas nãoesconde sua frustração com Ariel Sharon. "Esperava que eledesse um passo além após o plano saudita, que, apesar de servago, é uma porta para discussões de paz."

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