Sharon nega conduta ilegal em novo escândalo pré-eleitoral

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, qualificou como "calúnias vis" as acusações referentes a seu envolvimento em um escândalo financeiro que ameaça suas chances de reeleição. Revoltado, ele desabafou: "Vim até aqui nesta noite responder às calúnias vis feitas contra minha pessoa com um único propósito, derrubar o governo de Israel e chegar ao poder por meio de mentiras."Durante entrevista coletiva transmitida em rede nacional de televisão, Sharon denunciou a oposição do Partido Trabalhista, acusando a agremiação política de estar por trás das denúncias de corrupção nos quadros do Likud, o partido governista."Nunca imaginei que o Partido Trabalhista fosse comportar-se de forma tão irresponsável", esbravejou. "Eles tentaram transformar a todos nós em membros da máfia, do crime organizado, e tudo por causa de política", prosseguiu.Na terça-feira, o jornal Haaretz publicou um documento do Ministério da Justiça sobre uma investigação policial envolvendo Sharon e seus filhos, por um suposto empréstimo de US$ 1,5 milhão concedido a eles, no ano passado, por um empresário com base na África do Sul. O dinheiro seria utilizado para cobrir financiamentos ilegais de outra campanha eleitoral.O procurador-geral de Israel confirmou que uma investigação policial esteja em andamento. Segundo ele, foi pedido ao governo sul-africano que possibilite o depoimento do empresário que emprestou o dinheiro.O Likud já vinha perdendo apoio devido a um outro escândalo de suborno e venda de vagas para as recentes eleições gerais no país.Os partidos de oposição a Sharon já aproveitaram o mais recente escândalo para criticá-lo duramente. Amram Mitzna, o candidato trabalhista, apelidou Sharon de "o poderoso chefão". O partido esquerdista Meretz acusou-o de ser o "pai da corrupção".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.