Sharon ordena o fim do cerco ao QG de Arafat

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, decidiu neste domingo, depois de consultar seus ministros e chefes dos organismos de segurança, libertar presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. As forças israelenses mantiveram o líder palestino preso em seu quartel-general, a Mukata, em Ramallah, por dez dias. Com o fim do cerco ao QG, Arafat, e os outros 179 palestinos não procurados por Israel, poderão sair do exílio. A decisão terá que ser aprovada ainda pelo plenário do Conselho de Ministros, que se reunirá ainda neste domingo, antes que Sharon viaje para Moscou. A invasão de Mukata começou na quinta-feira passada depois de dois atentados de suicidas palestinos, um deles em um ônibus de Tel-Aviv, onde morreram oito pessoas e mais de 60 ficaram feridas. Fontes militares afirmaram que Sharon cometeu um erro ao ordenar essa operação, que levantou a comunidade internacional, inclusive os Estados Unidos, contra Israel.A decisão foi adotada sob forte pressão do Governo do presidente americano George W. Bush e da resolução 1435 do Conselho de Segurança da ONU, que votou na última terça-feira contra o cerco ao QG de Arafat. Testemunhas disseram que, após o comunicado de Sharon, algumas cercas foram retiradas e três tanques começaram a deixar o local. Mas as tropas israelenses ficarão nas imediações para evitar que os homens procurados por Israel que estão escondidos no QG de Arafat fujam.

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