Sharon pede ação legal contra movimento pacifista

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, pediu hoje à Procuradoria-Geral para que investigue a iniciativa do movimento pacifista Bloque da Paz, que enviou cartas a oficiais do Exército para informar-lhes que seguirá com sua operação nos territórios palestinos com o objetivo de protocolar uma possível denúncia contra Israel no Tribunal Penal Internacional (TPI). Segundo a imprensa israelense, durante a reunião semanal do governo realizada ontem, Sharon definiu como "inconcebível" a iniciativa do Bloco da Paz, que é liderado pelo jornalista e escritor Uri Avneri, e pediu ao procurador-geral Elyakin Rubinstein para que verifique a possibilidade de uma ação penal contra o grupo pacifista. A resposta do Bloco da Paz foi imediata: por meio de um comunicado, afirmou que não se deixará "intimidar pelas ameaças de Sharon". Nas últimas semanas, o grupo enviou cartas a 15 coronéis e generais em postos de comando nos territórios palestinos para informar-lhes sobre a formação de um comitê para denunciar no TPI eventuais "crimes de guerra" cometidos pelos militares israelenses.

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