Sharon promete "dolorosas concessões"

Assumindo o poder hoje depois de o Parlamento aprovar seu governo de amplas bases, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, declarou estar disposto a fazer "dolorosas concessões" a fim de alcançar a paz com os palestinos, mas sublinhou que não irá negociar "sob a pressão da violência e do terrorismo".O governo de "unidade nacional" de Sharon foi aprovado por 72 votos a favor e 21 contra. Como o quinto premiê de Israel em menos de seis anos, Sharon de 73 anos, levantou a possibilidade de o processo de paz ser retomado. "Se os palestinos escolherem o caminho da paz, irão encontrar em mim e em meu governo um sincero e verdadeiro parceiro", disse Sharon aos legisladores. Mas ele acrescentou: "Vamos exigir que os palestinos abandonem o caminho da violência, do terrorismo e do incitamento.""Falar de paz e de generalidades não constrói a paz. O processo de paz exige detalhes", afirmou Saeb Erekat, um negociador palestino. "Fazer a paz significa uma decisão de pôr fim à ocupação (militar israelense)" na Cisjordânia e na Faixa de Gaza."O novo governo israelense tem de escolher entre dar continuidade à política de conversações ou dar continuidade à recente política de bloqueios e sitiamento e escalada", disse Nabil Aburdeneh, um porta-voz do líder palestino Yasser Arafat.

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