Sharon promete vencer o terrorismo

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, prometeu nesta segunda-feira que vencerá o terrorismo ao mesmo tempo em que sua polícia aumentava o patrulhamento nas ruas e posicionava-se no alto de prédios e casas de Jerusalém, cenário de atentados recentes. Um homem de 81 anos, vítima do ataque de domingo em Jerusalém, foi sepultado nesta segunda-feira. A mulher que promoveu o ataque à bomba foi a outra vítima do atentado. Apesar de a Autoridade Palestina ter denunciado o ataque como "suicida", a polícia israelense investiga a possibilidade de que a mulher estivesse carregando um explosivo que foi prematuramente detonado. Em discurso no Parlamento de Israel, Sharon disse que, desde os atentados de 11 de setembro contra os Estados Unidos, a luta tornou-se mundial. "É uma luta pela casa, pelos valores, pela qualidade de vida, que hoje são algumas das únicas esperanças para milhões de pessoas de diferentes países que estão agora na cratera de um vulcão de forças terroristas que ameaçam a paz e a estabilidade de todo o mundo", disse Sharon. "Nós também nos posicionaremos contra essas forças, contra esses assassinos, e nós venceremos". Em um incidente ocorrido nesta segunda-feira, a polícia de um bairro de Tel-Aviv baleou e matou um palestino que passou por um bloqueio rodoviário na Cisjordânia, atropelou um soldado, pegou um carro israelense, tirou um israelense idoso do veículo e partiu com o carro, atropelando um policial. Sua motivação é desconhecida. A polícia palestina disse que o homem, desarmado, era um ladrão de carros comum. Mas Gideon Ezra vice-ministro de segurança interna, argumentou que "alguém que atropela um soldado e depois um policial é um terrorista". O soldado e o policial isralenses sofreram ferimentos moderados. Israel acusou o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, pelo atentado de ontem e manteve o cerco de dois meses à cidade cisjordaniana de Ramallah, onde Arafat está limitado ao gabinete, cercado por tanques. Sob constante pressão de norte-americanos e israelenses para agir contra extremistas, o gabinete palestino informou que o funcionário Fuad Shobaki, acusado de participação em um suposto esquema de tráfico de armas, foi transferido do regime de prisão domiciliar para uma cela no prédio onde fica o gabinete de Arafat. Ainda hoje, o chefe de segurança da Cisjordânia, Jibril Rajoub, acusou os Estados Unidos de serem parciais em favor do Estado judeu e comentou que isto poderia "ferir os interesses norte-americanos na região". Ele disse que os EUA também deveriam agir para conter a "agressão israelense" contra o povo palestino.

Agencia Estado,

28 Janeiro 2002 | 21h11

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