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Sharon propõe exílio a Arafat, sem volta

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse aos diplomatas europeus que se desejarem poderão retirar o líder palestino Yasser Arafat de seu quartel-general em Ramallah, onde está confinado desde sexta-feira. Sharon afirmou ter sido questionado pelo enviado da União Européia, Miguel Moratinos, sobre quando permitiria que Arafat deixasse Ramallah. "Eu lhe disse que, se desejassem, poderiam voar de helicóptero e retirá-lo de lá", contou Sharon durante visita às bases de seu exército na Faixa de Gaza, conforme rádio local. "Primeiro, eu teria que apresentar esta proposta ao gabinete; segundo, ele (Arafat) não poderia levar qualquer outra pessoa com ele, os assassinos que estão em volta dele; e terceiro, este seria um tíquete sem volta", afirmou. "Ele (Arafat) não poderia voltar". O jornal israelense Haaretz disse que o ministro das Relações Exteriores, Shimon Peres, discutiu possíveis acordos para oferecer o exílio a Arafat com autoridades do Egito, que rejeitaram os planos.

Agencia Estado,

02 de abril de 2002 | 08h10

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