Sharon quer antecipar votação do plano de retirada

O governante Partido Likud votará sobre uma retirada israelense da Faixa de Gaza antes do esperado em fins de abril, disseram nesta sexta-feira alguns funcionários do governo de Israel. Após o anúncio, alguns críticos disseram que o primeiro-ministro Ariel Sharon deseja acelerar o referendo para evitar maior oposição ao plano. Numerosos ministros e legisladores se opõem à retirada e iniciaram um campanha contra o projeto entre os 200 mil membros do Likud. A votação se realizará em 29 de abril, informou a imprensa local. Num inesperado reconhecimento que contradiz a ideologia radical do Likud, o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, declarou ao jornal Yediot Ahronot que o envio de colonos israelenses aos assentamentos de Gaza "foi um erro estratégico". Cerca de 7.500 israelenses vivem em 21 assentamentos em Gaza, no meio de 1,2 milhão de palestinos. Segundo Sharon, não existe futuro para seus concidadãos na superpovoada e empobrecida faixa. Em Gaza, centenas de palestinos doaram dinheiro, jóias, balas e até mesmo algumas granadas de mão para o grupo Hamas em um ato sem precedentes de recolhimento de fundos organizado pelos extremistas islâmicos. Nesta sexta-feira, o dia santo muçulmano, o Hamas anunciou em mesquitas que necessita de dinheiro para combater Israel. A coleta de fundos foi considerada uma demonstração de forças do cada vez mais popular grupo opositor.

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