Sharon quer que gabinete aceite troca com o Hezbollah

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e os familiares de quatro israelenses desaparecidos iniciaram nesta quinta-feira (06) uma campanha para persuadir seus ministros gabinete, hesitantes com relação a uma troca de prisioneiros com o Hezbollah. Em um anúncio surpreendente, Sharon disse que levaria o assunto a seu gabinete na próxima reunião, prevista para domingo. A imprensa local noticiou ser improvável que ele obtenha maioria em favor da proposta. Com base nesse acordo, Israel libertaria cerca de 400 prisioneiros palestinos e libaneses - inclusive dois líderes guerrilheiros - em troca dos corpos de três soldados e de um empresário israelense. Ainda não se sabe ao certo qual proposta será submetida à aprovação do gabinete. Autoridades indicaram que o acordo ainda não foi concluído. A oposição concentra-se em dois aspectos da proposta: o alto número de prisioneiros que seriam libertados por Israel e a ausência de informações sobre o destino de um militar capturado no Líbano em 1986. Em discurso pronunciado hoje perante o Parlamento, Sharon admitiu que a decisão é difícil, mas deixou claro que quer o acordo aprovado.

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