Shell denuncia aumento de sabotagem a dutos na Nigéria

A Shell disse neste domingo que aumentaram nas últimas semanas os atos de sabotagem e roubo dos seus dutos de petróleo no Delta de Níger, na Nigéria. A empresa não comentou se tinha havido algum impacto na produção.

NICK TATTERSALL, REUTERS

15 de agosto de 2010 | 16h36

A empresa afirmou ter registrado três incidentes neste mês em que suspeitos de serem ladrões furaram os dutos no Canal de Cawthorne, que levam a um terminal para a exportação, e retiraram petróleo.

"No último incidente, a equipe de investigação descobriu três cortes feitos por uma serra para metal no duto de Cawthorne. Informamos o incidente às autoridades", declarou Babs Omotowa, executivo da Shell na África.

Um porta-voz da Shell afirmou que não poderia comentar de imediato sobre alguma consequência para a produção da empresa, mas disse que a companhia trabalhava para consertar o duto danificado.

A Shell declarou que tinha feito barreiras de contenção para prevenir que o petróleo se espalhasse pelo Delta do Níger. Comunidades remotas e pobres do delta têm sofrido há décadas com vazamentos.

A luta do governo norte-americano para conter o vazamento da BP no Golfo do México contrasta com a situação na Nigéria, levando ativistas a indagar por que a Shell e outras companhias no país africano não estão pagando mais compensações.

As empresas por sua vez afirmam que a maior parte da poluição recente no delta é causada por ataques militantes e por ladrões.

"No ano passado, 98 por cento do petróleo vazado das nossas operações vazou por causa de sabotagem. A nossa política é limpar vazamentos independentemente da causa", disse Omotowa.

A Shell diz que pagou no ano passado 4 milhões de dólares de indenizações por causa de vazamentos na Nigéria.

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