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Shell paga US$ 15 milhões por direitos humanos na Nigéria

Valor acordado é menor que uma centésima parte de 1% do lucro anual da companhia europeia

Associated Press

09 Junho 2009 | 03h46

A petrolífera Royal Dutch Shell aceitou na segunda-feira, 8, pagar 15,5 milhões de dólares para resolver uma demanda que a acusava de ser cúmplice em los enforcamentos do ativista e poeta Ken Saro-Wiwa e outros cinco civis por parte do antigo regime militar da Nigéria.

 

A Shell, que segue operando na Nigéria, disse que aceitou resolver a demanda para ajudar com o "processo de reconciliação". Mas a maior petrolífera da Europa não admitiu nenhuma culpa nas seis mortes, ocorridas em 1995.

 

A demanda apresentada à Corte Federal do Distrito de Nova York assegurava que a Shell confabulou com o antigo governo militar nigeriano para silenciar ativistas pelos direitos humanos e ambientais na região de Ogoni. Este distrito rico em petróleo está ao sul da Nigéria e cobre cerca de mil quilômetros quadrados. A Shell opera no local desde 1958.

 

Segundo a petição judicial, alguns funcionários da Shell ajudaram a armar a polícia nigeriana, participaram de operações de segurança na área e contrataram tropas do governo que dispararam contra moradores de aldeias que protestavam contra a construção de um oleoduto na década de 1990.

 

O dinheiro da Shell vai servir para pagar compensações às famílias das vítimas e os custos legais. Um terço do montante será usado para criar um fundo que irá ser revertido a programas sociais na Nigéria.

Para os acionistas da empresa, o resultado da corte deverá ter um efeito pouco profundo. O valor acordado é menor que uma centésima parte de 1% do lucro anual da Shell. É similar ao que custa alugar um dos barcos petroleiros que a Shell usa para distribuir o petróleo nigeriano.

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