Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

Shinzo Abe apoia postura dos EUA frente a Pyongyang, mas cobra maior pressão

Primeiro ministro japonês apoiou decisão dos EUA de manter todas as opções abertas, em contraste com escolha de Barack Obama de adotar a "paciência estratégica"

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2017 | 04h36

TÓQUIO - O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, expressou nesta terça-feira, 18, seu apoio à postura norte-americana de manter "todas as opções abertas" ante as provocações da Coreia do Norte, durante uma reunião com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence. 

"Temos que resolver (a crise com a Coreia do Norte) de forma diplomática e pacífica, mas o diálogo sem resultado não tem nenhum sentido". 

Pence, por sua vez, destacou a Abe que se solidariza com "a situação complicada que vivem os japoneses ante as crescentes provocações" de Pyongyang e afirmou que Washington está "100%" com seu aliado. 

"Donald Trump está decidido a trabalhar estreitamente com Japão, Coreia do Sul e todos os aliados na região, a China inclusive, para lograr uma solução pacifica à questão da península da Coreia e sua desnuclearização", afirmou Pence. 

Ele destacou ainda que os EUA sempre buscam a paz, como o Japão. "Mas a paz chega através da força", disse, ressaltando a solidez da aliança bilateral de segurança entre Estados Unidos e os nipônicos. 

Abe também destacou a necessidade de "incrementar a pressão" sobre Pyongyang e valorizou que Trump esteja "tentando tomar as medidas com todas as alternativas sobre a mesa, ao invés de apostar na paciência estratégica", disse o líder nipônico em alusão à política de Barack Obama frente à Coreia do Norte. 

Ambos concordaram, também, que precisam trabalhar para a China assumir um papel de maior de destaque na questão. A informação foi confirmada pelo chefe de gabinete, Koichi Hagiuda, a repórteres. 

As respostas conjuntas aos repetidos testes militares do regime de Kim Jong-un foram o tema principal da reunião entre Abe e Pence.

A viagem de Pence ocorre após sua passagem pela Coreia do Sul e em um período de tensão máxima na região depois das constantes exibições do poderio militar de Pyongyang, atitude que Washington respondeu com o envio de um porta-avião de propulsão nuclear à península. / EFE e Reuters

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