Shinzo Abe dissolve câmara baixa para ter eleições

Shinzo Abe dissolve câmara baixa para ter eleições

Efetivamente, a dissolução demite os 480 parlamentares que terão a oportunidade de ganhar seus lugares de volta em uma votação prevista para o próximo dia 14 de dezembro

Estadão Conteúdo

21 de novembro de 2014 | 05h09

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, dissolveu oficialmente nesta sexta-feira a câmara baixa do parlamento japonês, preparando o palco para uma eleição antecipada em dezembro, dois anos antes do previsto, em uma tentativa de conquistar mais um mandato para dar continuidade à sua política econômica.

"As nossas políticas econômicas estão corretas ou incorretas? Existem alternativas? Vamos esclarecer esses pontos através desta eleição", disse Abe, em um discurso televisionado nacionalmente na terça-feira, explicando que ele sentiu a necessidade de obter apoio público para sua decisão de adiar o aumento de impostos. No início desta semana, o primeiro-ministro anunciou o adiamento para abril de 2017 o segundo aumento do imposto sobre vendas, inicialmente agendado para outubro de 2015.

Efetivamente, a dissolução demite os 480 parlamentares da câmara baixa, que terão a oportunidade de ganhar seus lugares de volta em uma votação prevista para o próximo dia 14 de dezembro. Analistas entendem que este parece um momento inoportuno para Abe dissolver a câmara baixa, uma vez que dados recentes do governo mostram que o país entrou em recessão técnica, após a economia ter encolhido no trimestre pela segunda vez seguida.

A queda mais recente foi verificada de julho a setembro deste ano, com uma retração de 1,6% na comparação com igual período do ano passado. Além disso, só no mês passado, dois membros-chave do gabinete renunciaram por escândalos financeiros, enquanto partidos da oposição continuam a sondar os registros financeiros de outros ministros.

Analistas dizem que o Abe pretendia pegar a oposição de surpresa com a votação. A eleição antecipada pode também refletir a perspectiva do primeiro-ministro sobre a economia e um desejo de assumir perdas limitadas na câmara baixa agora, em vez de resultados possivelmente piores depois.

Embora bem recebido pelos mercados, Abe ofereceu pouco para a classe trabalhadora e os residentes rurais, dizem os críticos. Abe reconheceu que as zonas rurais ainda têm de se beneficiar de suas políticas. Horas antes de dissolver a câmara baixa, o parlamento aprovou um projeto de lei de revitalização rural delineando princípios e medidas básicas do governo contra novos despovoamento e êxodo urbano. Fonte: Dow Jones Newswires.

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