Shinzo Abe promete renunciar caso missão japonesa no Afeganistão não seja ampliada até novembro

Esta missão, que começou por causa dos atentados de 11 de Setembro em Nova York, já foi prorrogada em onze ocasiões pelo Executivo japonês sob a Lei Especial de Medidas Antiterroristas

EFE

09 de setembro de 2007 | 07h23

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, assegurou neste domingo que renunciará se não conseguir apoio parlamentar para prorrogar a missão das tropas japonesas no Afeganistão além de 1º de novembro. "Não tenho a intenção de ficar no cargo" caso a missão não seja prolongada além do limite estabelecido para 1º de novembro, afirmou Abe em entrevista coletiva ao término da cúpula do Apec realizada durante este fim de semana em Sydney. As unidades navais das Forças de Autodefesa do Japão se encontram desdobradas em águas do Oceano Índico para garantir a assistência logística ao posicionamento militar dos Estados Unidos e de seus aliados na região desde 2001. Esta missão, que começou por causa dos atentados de 11 de Setembro em Nova York, já foi prorrogada em onze ocasiões pelo Executivo japonês sob a Lei Especial de Medidas Antiterroristas criada especificamente para permitir este tipo de ação no exterior. Abe assinalou que fará "todo o possível" para convencer a oposição liderada pelo Partido Democrático (PD), reticente em relação ao desdobramento japonês, para chegar a um acordo que permita prorrogar a missão, e anunciou que tem a intenção de reunir-se com o chefe do PD, Ichiro Ozawa, para discutir o assunto. O Governo de Abe atravessa um dos piores momentos da legislatura, depois dos escândalos de corrupção de vários ministros que questionaram a capacidade de gestão do primeiro-ministro, cuja força política perdeu a maioria no Senado, agora em mãos do PD, nas eleições de 29 de julho.

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