Kyodo News / AP
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Shinzo Abe visita regiões do Japão prejudicadas por enchentes; número de mortos vai a 199

Mais de 80 mil pessoas continuam em abrigos temporários e 255 mil estão sem fornecimento de água corrente

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2018 | 09h02

TÓQUIO - O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, visitou nesta quarta-feira, 11, regiões do Japão prejudicadas por enchentes que deixaram ao menos 199 mortos. Os riscos à saúde aumentaram em razão do calor intenso e da ameaça de novos alagamentos.

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O porta-voz do governo confirmou nesta manhã o número de mortos e advertiu que há várias pessoas desaparecidas na que é considerada a maior tragédia provocada por um fenômeno meteorológico no Japão desde 1982.

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Equipes de emergência lutam para encontrar sobreviventes entre os escombros, uma possibilidade cada vez mais remota. De acordo com veículos de imprensa locais, o número de desaparecidos está entre 39 e 56, a partir de dados divulgados pelas autoridades de diferentes regiões prejudicadas.

Cerca de 83 mil pessoas continuavam na terça-feira em abrigos temporários, enquanto 255 mil cidadãos estavam sem fornecimento de água corrente, segundo a emissora estatal NHK.

Chuvas torrenciais desencadearam enchentes e deslizamentos de terra no oeste do Japão na semana passada, causando mortes e destruições em localidades construídas há décadas perto de encostas íngremes.

Abe, que cancelou uma viagem ao exterior para lidar com o desastre, recebeu críticas depois que uma foto circulou pelo Twitter mostrando-o junto ao ministro da Defesa em um jantar com parlamentares na quinta-feira, quando as chuvas começaram a piorar.

Depois de observar os danos de um helicóptero que sobrevoou Okayama, uma das áreas mais assoladas, Abe visitou um centro de acolhimento. Ele se agachou para conversar com as pessoas, muitas delas idosas, e lhes indagou sobre sua saúde, chegando a segurar as mãos de um homem enquanto conversavam.

Mais tarde, ele disse aos repórteres que o governo fará tudo que puder para ajudar os sobreviventes. “Vamos driblar toda a burocracia para obter os bens que as pessoas precisam para suas vidas, para melhorar a vida nos centros de acolhimento – como aparelhos de ar-condicionado enquanto os dias de calor continuarem – e depois, moradias temporárias e as outras coisas que as pessoas precisam para reconstruir suas vidas.” / REUTERS, AFP e EFE

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