Sicília, na Itália, escolhe governador em eleição

Cerca de 4,4 milhões de sicilianos foram às urnas neste domingo (28) nas eleições regionais, para escolher o Parlamento de 90 deputados e o próximo governador da região autônoma da Itália, após o ex-governador Raffaele Lombardo ter renunciado no mês passado, em meio a acusações de que teria ligações com a Cosa Nostra, máfia local. Lombardo também foi acusado de má administração e de conduzir a ilha rumo à insolvência, com um rombo superior a 5 bilhões de euros. Lombardo negou as acusações. Por volta do meio dia, 11% do eleitorado havia votado, acima do comparecimento das eleições regionais de 2008, quando no mesmo horário 10% dos eleitores votaram.

AE, Agência Estado

28 de outubro de 2012 | 17h09

As eleições sicilianas são vistas como um barômetro para as eleições gerais de 2013 na Itália, quando serão renovados Câmara dos Deputados, Senado, o cargo de primeiro-ministro e vários governos regionais. O primeiro-ministro Mario Monti, tecnocrata que assumiu o governo da Itália no final do ano passado em meio à recessão, após a renúncia de Silvio Berlusconi, disse que não concorrerá no próximo ano, mas deixou aberta a possibilidade de disputar a vaga se houver algum consenso em torno do seu nome. Berlusconi, condenado na semana passada por evasão fiscal, ameaçou retirar o apoio do seu partido, o Povo da Liberdade (PDL), ao governo Monti. Ele tomará uma decisão nos próximos dias.

Dez candidatos disputam o cargo de governador, mas os favoritos são o líder da coalizão de centro-esquerda, Rosario Crocetta, que comanda uma coligação do Partido Democrático e da União Democrática Cristã (UDC), e o candidato conservador Sebastiano "Nello" Musomeci, chefe da coligação entre o partido Povo da Liberdade (PDL, do ex-premiê Berlusconi) e La Destra (A Direita). Enquanto Musomeci governou a província de Catânia entre 1996 e 2003, Crocetta foi prefeito da cidade de Gela e ficou famoso como o primeiro político italiano a se declarar gay. Crocetta também liderou a luta contra a Cosa Nostra na Sicília central, segundo informações da agência Ansa.

No total, 4,4 milhões de sicilianos estão habilitados a votar (o voto não é obrigatório). A taxa de desemprego na Sicília está ao redor de 20% da força de trabalho, o dobro da média nacional italiana, e a população se ressente com a falta de trabalho e a alta criminalidade. As informações são da Associated Press e da Ansa.

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