Gianni Cipriano/The New York Times
Gianni Cipriano/The New York Times

Sicília pede a Cuba que envie médicos e profissionais de saúde para tratar pacientes com covid

Ilha sofre com carência de mão de obra nos hospitais; Itália registrou 722 mortes por covid-19 em 24 horas

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2020 | 20h19

PALERMO - A região da Sicília solicitou a Cuba 60 médicos e enfermeiros para ajudarem nos hospitais, que sofrem com a carência de profissionais para atender os pacientes com covid-19, informou o jornal italiano La Repubblica

De acordo com o jornal, a solicitação envolve dois contingentes de aproximadamente 30 anestesistas, infectologistas, pneumologistas e enfermeiros de reanimação. Além de Cuba, outra solicitação de ajuda deve ser encaminhada ao governo chinês.

Entre abril e março, equipes médicas de Cuba foram enviadas às regiões mais atingidas pela doença, entre elas Lombardia e Piemonte, para ajudar os médicos italianos que estavam sobrecarregados.

No início do ano, a Itália ficou conhecida por ser o país da Europa mais atingido pela covid-19. Apesar de ter sido ultrapassada por França, Rússia, Espanha e Reino Unido, as taxas de infecção aumentaram rapidamente. A Itália registrou ontem 722 mortes pelo coronavírus em 24 horas.

O número é inferior ao de terça-feira – 853 – e o Ministério da Saúde assegura que a curva de contágios está se achatando. De acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins, a Itália registra 1,48 milhão de casos confirmados de covid-19 e 52 mil mortes causadas pela doença.

O coronavírus é especialmente letal na Itália por causa de sua demografia: o país tem a segunda maior proporção de idosos do mundo. De acordo com o instituto nacional de saúde, a vítima média do coronavírus tem 80 anos. Quase todos têm algum tipo de condição preexistente, e frequentemente mais de uma. Apenas 1,1% dos mortos tinham menos de 50 anos. / EFE

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