Signatários do TNP concordam com Oriente Médio livre de armas nucleares

Documento final da reunião de revisão do tratado prevê conferência com países da região em 2012

estadão.com.br

28 Maio 2010 | 16h58

NOVA YORK - Os 189 países membros do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) adotaram nesta sexta-feira, 28, um detalhado plano de pontos que devem ser seguidos para que o mundo chegue ao desarmamento nuclear total, incluindo esforços por um Oriente Médio livre de armar atômicas.

 

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Os documento final de 28 páginas foi aprovado por consenso entre todos os signatários do TNP no último dia da reunião que começou no dia 3 de maio para reafirmar os compromissos do acordo.

 

Entre os pontos acordados está o comprometimento das cinco potências nucleares - EUA, China, Rússia, Reino Unido e França, todos os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU - a acelerar a redução de seus arsenais e tomar mais atitudes para diminuir a influência das armas atômicas. Os progressos deverão ser informados no ano de 2014.

 

O texto também estipula a convocação de uma conferência em 2012 que visa "o estabelecimento de um Oriente Médio livre de armas nucleares e outros dispositivos de destruição em massa". Este ponto foi elaborado pelos países da Liga Árabe para que Israel seja pressionado a assinar o TNP.

 

Os principais temores da comunidade internacional frente a um Oriente Médio nuclear recaem sobre o Irã. As potências acreditam que Teerã enriqueça urânio para produzir armas, o que o governo nega. Por isso, o Conselho de Segurança estuda a aplicação de sanções contra o país persa.

 

Israel, porém, também tem sido objeto de pressões internacionais. O Estado judeu não nega nem confirma que tem armas nucleares, mas especialistas dizem que o pais mantém um arsenal atômico. Israelenses e iranianos se acusam mutuamente de serem "uma ameaça" à região.

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