Miguel Medina / AFP
Miguel Medina / AFP

Silvio Berlusconi é eleito pela primeira vez para o Parlamento Europeu

Considerado pela Comissão Antimáfia do Parlamento italiano como um dos 'candidatos não representáveis' nas eleições europeias, ex-premiê prometeu renovar os laços da União Europeia com a Rússia de seu amigo Vladimir Putin

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2019 | 10h35

ROMA - O bilionário e ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, que se lançou há 25 anos no cenário político, foi eleito pela primeira vez para o Parlamento Europeu

O magnata das comunicações, com 82 anos e problemas de saúde, preparou-se a seu modo para esta nova missão: comprou uma mansão em Bruxelas com piscina, academia e salão de festa no bairro das embaixadas, segundo o jornal La Stampa.

Seu partido, Forza Italia, faz parte da família do PPE - um conjunto de siglas da direita a favor da Europa - e reivindica a presidência da Comissão Europeia, o principal cargo em jogo.

"Serei o único líder que realmente estará na Europa, porque estarei fisicamente em Bruxelas, além de ser um parlamentar muito experiente", disse ele dois dias antes da votação. "Eu acho que Viktor Orbán é um cão solto, mas ele está fazendo um bom trabalho na Hungria e definitivamente vai ficar no PPE." O partido do premiê húngaro obteve uma vitória esmagadora no domingo, com 52,3% dos votos.

Berlusconi prometeu renovar os laços da União Europeia (UE) com a Rússia de Vladimir Putin, seu grande amigo. "Precisamos superar os problemas e fazer com que a Federação Russa se junte a outros países europeus, porque a Rússia é certamente um país ocidental", disse. "O perigo para o nosso futuro é a China, por causa de sua economia e população."

O italiano chega ao Parlamento Europeu liderando uma legenda muito fraca, que representa apenas 8,8% dos votos na Itália, amplamente superada pela Liga de extrema direita.

A última vez que Berlusconi se apresentou foi nas eleições gerais de 2018, quando seu nome liderou a lista do seu partido. Ele estava inelegível, por fraude fiscal, desde 2013, ano em que teve de deixar o Senado.

Berlusconi foi considerado pela Comissão Antimáfia do Parlamento italiano como um dos "candidatos não representáveis" nas eleições europeias, em razão de seus inúmeros problemas jurídicos. / AFP

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